A participação de todos foi essencial para o nosso sucesso. Dos presentes, dos seguidores que acompanharam a hashtag #IMRS, dos que curtiram a nossa página e leram o nosso Tumblr, dos que visualizaram nossas fotos no Flickr… enfim! De todos que estiveram ao nosso lado durante o evento.
Esperamos continuar contando com o apoio de cada um de vocês em todas as próximas edições que realizarmos, sempre pensando no aculturamento do mercado e em promover o desenvolvimento dos entusiastas e profissionais locais e das empresas de pequeno, médio ou grande porte que participam do nosso evento
Para fechar a edição 2011 do IMRS – Internet Marketing Roadshow, Ticiano Cortizo, do Grupo Odebretch, comandou a palestra “Plataformas digitais no mercado imobiliário para a Classe C”.
Primeiramente, precisamos entender o mercado imobiliário da classe C. Em números, esta classe representa praticamente quase a totalidade dos futuros compradores de imóveis. Sem contar que, apenas este grupo, movimentou R$ 273 bilhões em 2010 apenas com seus salários.
Pois então, como atingir este público? A inclusão digital é um fator determinante. As classes CDE ultrapassaram, em 2010, as A e B em questão de penetração na internet. E as barreiras físicas começam a cair: até os celulares pré-pagos já tem acesso à internet.
A internet, portanto, não pode mais ser descartada para o mercado imobiliário. E não só isso: existem determinados recursos e ferramentas que devem ser trabalhados com mais ênfase, como os links patrocinados. Nesta segmentação, o mercado imobiliário é um dos mais concorridos. Porque? Não precisa de muito conhecimento para saber que existe muita gente que procura seus imóveis através de pesquisas em sites de buscas. Daí é que nasce esta imensa demanda.
TICIANO CORTIZO
MBA Executivo pela ESPM/SP, Ticiano já atuou como gerente de marketing na Rede Bahia e segue na mesma função atualmente, só que atualmente da Bairro Novo Empreendimentos Imobiliários, do Grupo Odebretch.
CONCLUSÕES
- A classe C representa quase todo o bolo consumidor do mercado imobiliário baiano atualmente
- O ambiente virtual tem de ser explorado de ponta a ponta pelos corretores de imóveis
Poucos são os que viram o macaco no vídeo, certo? Pois é. A inovação é assim. Enquanto quase todos estão atentos ao que já existe, um pequeno grupo está pensando em trazer novidades para o mercado. E são exatamente esses quem darão o chamado “pulo do gato” em seu segmento coorporativo.
Rene de Paula contextualizou as inovações para o mercado brasileiro. Em números, ele sintetizou o que viria a seguinte em sua palestra: no acesso mobile à internet, São Paulo representa quase 50% do público. Sim, o mobile marketing é uma grande tendência, mas, para o mercado nordestino, estamos longe do “nhe nhe nhe”.
Isto significa que devemos descartar segmentos que ainda não progridem da maneira que se espera? Não. Mas deve-se pensar “fora da caixa”, sair da zona de conforto. É exatamente isto que muda a perspectiva de um mercado que, aparentemente, não alcançou a maturidade em um determinado nicho.
Mas, no Brasil, deve-se inovar pensando em tecnologia? Aí é que está. Nosso mercado está há anos luz de distância da de outros países. Então, a inovação deve visar a simplicidade e levar em conta as limitações dos consumidores. Exemplo: René contou de um borracheiro, que, ao invés de, supondo, contratasse os serviços de links patrocinados, ele mesmo criou um jornalzinho e inseriu anúncios de seu trabalho.
E está indo muito bem com isso. As pessoas / empresas estão olhando para o lado errado. René provocou a mensuração das redes sociais. Do que adianta tantos dados e informações, se muitas vezes, quem está monitorado não é nem mesmo o público efetivo consumidor?
RENÉ DE PAULA
René é responsável pelo relacionamento com desenvolvedores e pela área de social media na Locaweb. Ainda tem alguns projetos paralelos pessoais, como o canal de podcasts e videocasts “Roda & Avisa”, que aborda temas variados sobre o mundo digital de modo descontraído.
CONCLUSÕES
- As agências digitais precisam sair de sua zona de conforto para inovarem
- Em determinados lugares, simplificar o tradicional é mais inovador do que reinventar o que já é concretizado
- A mensuração das redes sociais tem de ser vista com muito cuidado. Os dados nem sempre refletem o público correto
Dividida por duas palestrantes, esta etapa do IMRS começou com as palavras da advogada Monyca Motta.
A especialista em Direito de Entretenimento disse que uma das grandes dificuldades de sua profissão é categorizar os crimes digitais. Isso porque não existe uma legislação própria para tratar do assunto, e as leis precisam “correr atrás” das inovações que ocorrem na internet todos os dias.
No que se refere às redes sociais, Motta alertou para o uso do Orkut. Muitas ocorrências criminosas se iniciam com uma interação neste site de relacionamento. Já no Facebook, também se precisa de atenção: as configurações de privacidade desta rede estão em constante atualização.
“Tudo que você publica na internet, você não só publica para todos, como também para sempre”. Então, informações que podem parecer inofensivas hoje, talvez em um futuro não sejam e ainda estarão lá expostas.
Em seguida, Ana Moraes assumiu o microfone. Ela focou no fato da proteção - como se proteger? O maior ativo das empresas é o intangível, e é exatamente aí que entra a tecnologia de informações. Neste processo, confidencialidade, integridade e disponibilidade são palavras de ordem.
E para quem pensa que o anonimato existe, um aviso: as máquinas falam. E ainda existem outros entraves para os chamados crimes eletrônicos: uma grande parte deste crimes exige da quebra de sigilo, e a testemunha do crime é quem possui o protocolo de IP.
Agora, o último Coffee Break da edição do IMRS chegou! Logo mais, daremos continuidade a etapa final!
PALESTRANTES
Monyca Motta: Tem ampla experiência em direito societário e proprietário intelectual, e não apenas no Brasil, mas sim também em Portugal e na Inglaterra. É formada pela UFBA e professora da UERJ.
Ana Moraes: É diretora jurídica da ABRH – Associação Brasileira de Recursos Humanos, e ainda atua em três áreas diferentes dos negócios estratégicos: consultoria, contencioso e capacitação.
Internet e Espontaneidade
Com toda a experiência que possui, Cláudio Cardoso poderia falar de diversos assuntos ligados ao marketing e às indústrias, mas optou por explorar sua maior especialidade: A internet e a espontaneidade ligada as reflexões recentes sobre comunicação organizacional.
Ele iniciou a palestra, como podemos dizer… de maneira bastante espontânea! Explicou a chamada Teoria da Proximidade, com exemplos do cotidiano e depois puxou para o tema de comunicação organizacional.
Um dos grandes assuntos citados foi o real papel do comunicador. Segundo o palestrante, há uma cultura inversa em diversos meios de comunicação – prefere-se “negativar” todo o conteúdo, ao invés de trazer “notícias boas” aos consumidores de informação.
O papel do comunicador não é esse! É transmitir a informação, e não fazer triagens de conteúdo e torná-la parcial. E, se por um acaso, houver algum erro, o pedido de desculpas deve chegar a todos os lugares onde o dano moral ocorreu.
CLÁUDIO CARDOSO
Cláudio atua como consultor em comunicação estratégicas em várias organizações nacionais em multinacionais. Carrega em seu curriculum a condecoração de pós-pós-doutor em comunicação organizacional pela George Washington University.
CONCLUSÕES
- O papel do comunicador, muitas vezes, sofre uma inversão de valores
- A teoria da proximidade serve para o âmbito social, pessoal e coorporativo
- O pedido de desculpas deve chegar a todos os lugares onde o dano moral ocorreu
Redes Sociais: Ativação de Patrocínio
Desafios. A ativação de patrocínios através de redes sociais é isto! Mas porque? Cleber Paradela deixou claro em seus comentários que, nas redes sociais, uma ação de patrocínio tem de ser diferenciada. Não adianta uma simples inserção de marca em um site. É preciso interagir com o usuário!
E como mostrar como é feita uma ação de sucesso? Não existe uma fórmula para se chegar a isso. Basta duas coisas: verba e criatividade. Portanto, assim como em outras palestras, alguns cases diferenciados foram apresentados para que trabalhe como inspiração para os profissionais presentes.
Um dos cases apresentados e que chamaram muita atenção do público foi a doDiesel Facepark Event, que encerrou a palestra de Cleber. A Diesel fez uma ação em que criou um “Facebook analógico” em um parque ao ar livre. Um incentivo a cultura e a interação das pessoas fora do ambiente virtual.
Cleber também contou em detalhes o projeto que tem (Itaú) em parceria com aSociallize para o Rock & Rio deste ano, que será realizado no Rio de Janeiro. Para quem ainda não conhece o que é Sociallize, trata-se de uma tecnologia em que o usuário posta fotos e vídeos em suas redes sociais sem precisar acessar à internet.
CLEBER PARADELA
Cleber Paradela é um jovem talento. Foi um dos empresários da primeira geração da internet no país, quando tinha apenas 14 anos. Hoje, é o diretor de planejamento da Agência Tudo.
CONCLUSÕES
- Ações de patrocínios na internet têm de ser diferenciadas e gerar alguma interação com o público
- A comunicação deve ser de pessoa para pessoa, e não empresa para pessoa. Cada vez mais, se cria nichos dentro de nichos.
Social Sales e Social Marketing
Rodrigo Almeida Gonçalves, ao contrário de Gil Giardelli, tem um tom menos poético e mais incisivo. Porém, o palestrante lembrou-se de uma afirmação de seu colega para iniciar a palestra: “O mundo mudou por conta das mídias sociais”.
Para Rodrigo, as mídias sociais é uma “aceleradora de processos”. Assim como foram as ferrovias, por exemplo. Estas mídias são atualizações de outras mais antigas, como a escrita (como livras) e outros aparelhos eletrônicos como TV.
A mídia social é tão popular exatamente por não ter hierarquias e é colaborativa! Sem contar que é assíncrona, ou seja, não há métodos de sincroniza-la com a vida real. Temos de entender que o banco de dados não está mais sobre o controle humano, e sim sobre o controle das redes sociais.
Mas isto culmina no quê? Nós nos tornamos mais íntegros e colaborativos. Tem muito a ver com a tal humanização que Gil destacou na primeira palestra do dia. Entretanto, a rapidez e a quantidade de informação nos tornou superficiais. Mas será que isto é, de fato, ruim?
Rodrigo também puxou o papo para o lado do marketing. O que esta mudança causou para esta área? Segundo o palestrante, a essência do marketing – criar histórias que ressoam – não mudou. Nem o objetivo de querer aumentar as vendas. Isto nunca vai mudar.
Mas o modo de alcançar, isso sim, mudou! O que as empresas querem é que os seus próprios clientes produzam conteúdo favorável para o negócio. É um resgate do passado - o chamado marketing boca-a-boca! Rodrigo sintetizou este raciocínio com um viral da internet da Troller, o qual você poderá ver clicando aqui!
RODRIGO ALMEIDA GONÇALVES
Rodrigo tem mestrado e doutorado em otimização e inteligência artificial. Era dono de uma empresa (a qual ele mesmo criou), mas “largou tudo” para se dedicar ao desafio de criar produtos para a mídia social. Atualmente, é CTO da Coffee Bean Technology.
CONCLUSÕES
- A política colaborativa é a chave do sucesso para um negócio online e offline
- O Social Marketing possui três etapas: engajar, escutar e interagir
- O marketing boca-a-boca voltou com força! E com mais força ainda do que nos tempos antigos
- O banco de dados não está mais sob controle humano, e sim sob controle das redes sociais
A sociedade em rede – Inovação, Economia e Crowdsourcing na Indústria
A palestra de Gil Giardelli, que abriu o segundo dia do IMRS, trouxe novas discussões para o evento, mas lembrou de alguns pontos já comentados anteriormente. Ponto negativo? Lógico que não. Isso mostra como determinados assuntos são tendências e merecem destaque no mundo coorporativo.
Um desses pontos foi a tal da política colaborativa, já citada por Marcio Okabe. Porém, Gil trouxe outra perspectiva: a de que você é exatamente o que você compartilha. Até porque não é segredo para ninguém o poder das redes sociais.
E é por esse aspecto virtual e, ao mesmo tempo, “humano” da sociedade, que Gil defende a ideia de que o mundo está voltando aos anos 70, 60… Em que a economia diz que “cérebros são mais importantes que máquinas”.
Foram vários vídeos de cases e outros virais mostrados por Giardelli. Entre eles, o vídeo promocional da Axe com os anjos caindo. Claras referências a humanização da era digital. E também ao fato da previsão de que, em 2014, os vídeos serão cerca de 90% do conteúdo da internet.
“Estamos vivendo uma revolução que não existe apenas um líder, e sim vários”, destacou Gil. As filosofias de Gil conseguiram aproximar o público do conteúdo. E isto tem a ver com a grande mensagem que Gil transmitiu aos presentes: parece contraditório, mas o mundo virtual está humanizando as pessoas!
GIL GIARDELLI
Gil é fundador de diversas empresas do mundo digital, mercado no qual atua há mais de 12 anos. Atualmente é CEO da Gaia Creative. Além de sua “função coorporativo”, ele é professor nos cursos de pós-graduação na ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).
CONCLUSÕES
- De nada adianta tecnologia se não existe inteligência para comandá-las
- O mundo está cheio de informação. Mas qual é o significado de tudo isso?
- A era digital chegou para humanizar novamente as pessoas
- Os vídeos serão quase todo o conteúdo novo da rede dentro de alguns anos
Por dentro de um site de compras coletivas
Propostas tentadoras muitas vezes deixam as pessoas com “a pulga atrás da orelha”. Este é o caso de um “novo método” de compras online - as compras coletivas. São muitos prós e contras, o que gera, naturalmente, dúvidas. E quem pode sanar todas essas questionamentos? Quem trabalha diretamente com o ramo, e conseguiu sucesso nele!
E pelo discurso dos três palestrantes (Cláudio Urpia, Luis Romel, Yang Mendes), quem tem a pulga atrás da orelha não está errado. Há alguns sites que usam de má fé e dão golpes nos usuários, e outros que não se sustentarão por muito tempo por falta de lucratividade. Mas o que fazer diante de um quadro tão confuso e traiçoeiro?
Primeiro – uma empresa de compras coletivas digitais precisa firmar parcerias. A cartela de anunciantes já pode dizer muito sobre a credibilidade de um site. E vale ressaltar que a grande maioria dos entrantes deste mercado acaba por sucumbir em um curto prazo de tempo. Então, a atenção da parte do usuário é crucial.
Um dos palestrantes – Cláudio Urpia (foto) – inclusive mostrou uma planilha com o faturamento de um site de compras coletivas. Qual a conclusão que podemos tirar? As oscilações do negócio podem ser imensas e muitas vezes o vermelho no balanço do mês aparecerá. Sendo assim, sem capital de giro e um investimento inicial considerável, os problemas com o tempo certamente irão aparecer!
Ou seja: Para você que compra nestes sites, muito cuidado com alguns “desconhecidos por aí”. Já para você que mantém um site deste tipo, muita atenção e planejamento, afinal são muitos que não se sustentam no segmento. E para você, que pretende entrar, fique atento aos obstáculos e fique preparado para as oscilações.
PALESTRANTES
Cláudio Urpia: Diretor de Marketing do Ofertas Clube Compra Coletiva, Claudio é consultor de Marketing e Branding, além de ilustrador e especializado em fotografia de alimentos e interiores.
Luis Romel: Luis já leva em sua bagagem mais de 15 anos de experiência profissional nas áreas de marketing, comercial e planejamento estratégico em empresas dos segmentos de varejo, telecomunicações e ensino superior. Hoje, é gerente de marketing do Clube Educação.
Yang Mendes: É sócio diretor do LucrOn, site de compras coletivas. É formado em administração pela UFBA e é professor-autor do material didático das matérias de Sociologia e de Filosofia para as 35 escolas conveniadas à Rede Integral de Ensino.
CONCLUSÕES
- Não se deve visar lucros e nem retornos a curto prazo nas compras coletivas
- Há diversas empresas que não se mantém no mercado, devido a irregularidades fiscais ou falta de capital de giro
Conteúdo Digital 2.0: Como os portais se reinventaram como forte meio de publicidade Novo portal iBahia.
Esse é um exemplo moderno de como se faz uma reinvenção de um canal de comunicação digital. Apresentando este case, Luis Moreira sintetizou este processo, que vai desde a análise de benchmark até a operação de inovação de conceito de um portal de internet.
Até porque não dá para ignorar um canal que recebe tanta atenção do público e está em constante evolução. O crescimento da internet, próximo ao da TV aberta, é o maior entre todos os meios de comunicação quando falamos em investimento publicitário.
Este foi um dos motivos primordiais para a renovação do portal iBahia. Luis, entre todos os processos que envolveram a reformulação, destacou alguns de extrema importância para todos os gestores de negócios similares ao portal, como o fato das inserções e propagandas dentro do meio de internet ter a obrigação de não serem evasivas aos que estão navegando.
E de nada adianta uma reformulação total de um portal se não há sustentabilidade para sustentar toda a nova estrutura. Com um produto atualizado, a demanda tende a ser cada vez maior, a produção de conteúdo tem de ser equivalente a esta demanda e é preciso agregar novas receitas que gerem mais lucratividade.
LUIS MOREIRA
Formado em relações públicas, Luis é especialista em marketing, workaholic e apaixonado pelo trabalho que faz. É um dos responsáveis diretos pelo sucesso do novo portal iBahia, que revolucionou o mercado digital e de jornalismo baiano.
CONCLUSÕES
- Um portal de notícias na internet não escreve para um público social específico, e sim para todos. Consequência da inclusão digital.
- Um produto regional pode ser voltado para o cliente nacional
- As inserções / propagandas de marca não podem ser evasivas ao usuários
- Concorrência é essencial para a sustentação de um negócio